23 de Setembro de 2008

Primavera dos Livros

 A Primavera dos Livros está de volta à capital paulista. O evento realizado pela Libre - Liga Brasileira de Editoras - reúne 60 casas editoriais de oito Estados brasileiros no Centro Cultural São Paulo, entre os dias 25 e 28 de setembro. Juntas, elas oferecem ao público um amplo e diversificado conjunto de títulos a preços acessíveis, além de uma interessante agenda cultural em torno do tema "A cidade de todos os povos - São Paulo, viagens e migrações", que inclui mesas-redondas, apresentações musicais e oficinas no espaço infantil. A quinta-feira, dia 25 de setembro, abertura da Primavera é inteiramente dedicada aos professores e crianças da rede pública municipal.

Primavera dos Livros 2008

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23 de Setembro de 2008

Entrevista Delirante

Em 1968, o designer Rogério Duarte, autor de algumas das grandes capas dos discos tropicalistas, além do cartaz de Deus e o Diabo na Terra do Sol (e também do livro "Tropicaos", pela Azougue Editorial, 2003), realizou uma entrevista delirante com o poeta e compositor Torquato Neto.

Essa entrevista está no volume especial da Coleção Encontros sobre a Tropicália, que acaba de ser lançado, e que reunirá entrevistas e documentos entre 1966 e 1969 dos principais expoentes do movimento, como Gil, Caetano, Hélio Oitica, Glauber Rocha, Zé Celso, Rogério Sganzerla, Torquato, Capinam, Tom Zé, Mutantes, Rogério Duprat e Rogério Duarte. Como um aperitivo, segue o diálogo na íntegra:

[Rogério] Torquato, você acha que está cumprindo seu dever de brasileiro?

[Torquato] Yes.

[Rogério] Porque você respondeu em inglês?

[Torquato] Devido a minha formação (Joaquim Nabuco) de comunista.

[Rogério] Presentemente está atuando em alguma emissora?

[Torquato] Não.

[Rogério] Em inglês ou português?

[Torquato] Em português. Nós temos Bananas. Fale.

[Rogério] Assim não, isso é plágio de João de Barro e Alberto Ribeiro. Que tem a declarar?

[Torquato] Vinícius jamais escreveria isso. Vinícius é a minha miss Banana Real. Geraldo Vandré é um gênio.

[Rogério] Você diz um gênio sexual ou matemático?

[Torquato] Nunca dormi com ele.

[Rogério] Por que, você sofre de insônia?

[Torquato] Eu era viciado em psicotrópicos. Hoje em dia eu dou mais valor ao salcalóides...

[Rogério] Eu por minha parte dou mais valor aos aqualoucos.

[Torquato] O Golias é ótimo.

[Rogério]Ele já foi aqualouco?

[Torquato] Yes.

[Rogério]Você não acha que nós devemos tratar melhor os negros?

[Torquato] Yes.

[Rogério] Por exemplo, lá em casa estamos há 2 meses sem empregada. Nesse sentido Malcolm X ou Bertrand Russel foram muito compreensivos. Veja o caso de Sérgio Pôrto com aquela estória do crioulo doido, puro racismo, e racismo paulista, o que é mais grave sendo ele cocarioca, isto é, carioca, não acha nego?

[Torquato] Yes. Acho sim. Agora: o Bertrand Russel é mais branco do que Malcolm X. O que estarei querendo dizer com isso?

[Rogério] Talvez que a noite deste século seja escura e de uma escuridão tão impotente que mesmo no seu âmago mais profundo não são pardos todos os gatos.

[Torquato] Non sense. Auriverde pendão das minhas pernas que a brisa do funil beija e balança. Onde está funil leia-se mesmo Brasil. Nelson Rodrigues inventou a subliteratura e eu endosso..

[Rogério] Mas você não acha que depois de C. Veloso já devemos começar a cuidar mais seriamente da superliteratura?

[Torquato] Yes. Freud explica, não é mesmo?

[Rogério] Seria se fosse. Mas tanto Freud como Sartre como Lévi-Strauss não passam de romancistas da Burguesia. E Lukacs?

[Torquato] Foi o caso mais grave de Geraldo Vandré que já conheci. E com a desvantagem de ser tão polido como Leandro Konder. Só que de Romance ele não manjava bulufas. Mas, não exageremos porque Lukacs é um moço de muito futuro.

[Rogério] Além do mais Torquato todas as nossas tragédias ou melodramas individuais fazem parte de um projeto coletivo nosso. Nós fumamos maconha para ter um sucedâneo da fome dos operários e damos a bunda porque não entendemos bem a razão pela qual temos tantas bananas e os camponeses continuam tão desenxavidos.

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03 de Setembro de 2008

Feira de Livros da ANPUH SP

          XIX Encontro Regional de História

8 a 12 de setembro - 10 às 18 horas.

                                                30% de desconto

Av. Prof. Lineu Prestes, 338 - Cidade Universitária - SP

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12 de Agosto de 2008

Entrevista con SERGIO COHN

1. ¿Qué es la poesía hoy en Brasil?

La poesía brasileña se encuentra en un momento paradójico. Si por un lado podemos decir que vivimos un período de madurez de nuestro modernismo, con los poetas más jóvenes podemos disfrutar de las conquistas formales y temáticas del último siglo (partiendo de una preferencia por la segunda generación moderna de 1930, marcada por una poesía urbana en detrimento al modernismo heróico de 1922-28, de Mario y Oswald de Andrade y de Raul Bopp, que buscaron ampliar los campos de la poesía brasileña incorporando poéticas no europeas como la africana y la de indígenas brasileños); por otro, la poesía perdió espacio en el debate cultural.

Si la poesía nunca fue un artículo de gran circulación, poetas como Drummond, Manoel Bandeira, Joao Cabral de Melo Neto, Vinicius de Moraes y Ferreira Gullar, por dar algunos ejemplos, fueron referencias culturales e influenciaron fundamentalmente las otras artes. En la última década, ocurrió en Brasil el surgimiento de un número inédito de poetas de excelente calidad con gran dominio del lenguaje y conocimiento de la historia de la poesía. Sin embargo, la producción de esa generación se encuentra cada vez más restricta, circulando apenas entre sus colegas.
 

2. ¿Por qué escribir poesía? ¿Por que decidirse y escribir poesía?

La poesía surgió en mi vida a través de la música. Cuando era adolescente, percibí que lo que más me atraía  de las canciones (de brasileños como Caetano Veloso y  Tom Zè, y extranjeros como Lou Reed y Tom Verlaine) eran las letras. De ahí, fui emigrando normalmente para la palabra escrita, pero eso sólo fue posible cuando conocí la poesía de Roberto Piva, un poeta brasileño que se estrenó en 1963 con el libro Parania. 

En él encontré la fuerza poética que sólo conocía en nombres como Rimbaud y Huidobro, traducida para un ambiente y un tiempo que me eran familiares. Fue entonces que percibí que la poesía escrita podía ser una expresión vital lo mismo que al final del siglo XX y comienzos del XXI.
 

3. ¿Cómo pinta el futuro de la poesía? ¿Cómo queda describirlo?

La cultura como un todo vive hoy un momento de transición con el surgimiento de las nuevas tecnologías que no apenas traen otras posibilidades de comunicación, están transformando nuestro propio modo de entender la cultura. Hay cada vez más la ruptura de la diferencia entre emisor y receptor, y la propia idea de producto está siendo sustituida por la idea de proceso.


Eso está transformando las artes y también la poesía. Habrá, ciertamente, pérdidas en el proceso, pero espero que ese cambio nos ayude a cumplir la profecía de Isadore Ducasse, o Conde de Lautreamònt, que decía que "la poesía debe ser hecha por todos, no por uno".


4. ¿Cuál es tu poeta favorito? ¿Por qué? Dame un par de versos como ejemplo.

Roberto Piva fue una influencia seminal para mí, como dije anteriormente. Pero también me intereso mucho por la poesía de la generación Beat norteamericana como Michael McClure, Gary Snyder y  Jerome Rothenberg, que intentaron ampliar el campo de nuestra poesía, incorporando influencias no europeas y también de otras áreas de conocimiento, como la biología y la astronomía.

En ese mismo sentido, Oswald de Andrade fue un poeta central en Brasil, y es de él que escojo:
"Sólo la Antropofagia nos une. Socialmente. Económicamente. Filosóficamente. Única ley del mundo. Expresión enmascarada de todas las individualidades, de todos los colectivismos. De todas las religiones. De todos los tratados de paz. Tupi or not tupi that is the question. Contra todas las catequesis. Y contra la madre de los Gracos. Sólo me interesa lo que no es mío. Ley del hombre. Ley del Antropófago."


5. ¿Has podido asomarte a la poesía mexicana? ¿Cómo se ve desde tu perspectiva?

Conozco poco de la poesía mexicana contemporánea. Profundizar eso es uno de mis mayores intereses en este viaje. Pero ya puedo percibir que hay una vitalidad en el debate y en la producción poética aquí. Y también que ella me parece fundada en principios diferentes que la poesía contemporánea brasileña y que tal vez me interesen más.

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